sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Projeto de Educação patrimonial:sopa de Marmelo:Novas perspectivas conceituais e a descoberta da cultura intangível de Delfim Moreira

Projeto:
“Sopa de Marmelo: Novas perspectivas conceituais e a descoberta da cultura intangível de Delfim Moreira”.
O município de Delfim Moreira tem se destacado, nos últimos três anos, pela efetivação de um processo permanente de Educação Patrimonial,  em constante diálogo com a comunidade e, principalmente, consoante com a política local de promoção e preservação do patrimônio cultural. Durante o ano letivo de 2009, o grande desafio foi elaborar um plano de trabalho, no intuito de identificar, inicialmente, o acervo cultural de bens móveis do município. Ao final, foram inventariados 345 bens e selecionados 138 para a exposição temporária “Perdidos e Achados das Memórias de Delfim”, que marcou a culminância dessa etapa. Essa iniciativa se justificou na medida em que permitiu um envolvimento da comunidade em um processo participativo para a “pré-formação” deste acervo, motivados pelo desejo de se criar o museu histórico cultural de Delfim Moreira. Vale ressaltar que a Prefeitura Municipal captou verbas, tanto do Fundo Estadual de Cultura quanto do Programa Mais Museus, para a reforma  e da Antiga Estação que abrigará, já em 2012, o tão sonhado museu municipal. Enviado para o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo IPHAN, na categoria Educação Patrimonial, estas ações receberam menção especial de tal instituição.
Em 2010, teve prosseguimento de uma nova etapa, dessa vez, envolvendo, diretamente, outros segmentos da sociedade delfinense para refletir e apropriar-se da história da antiga Estação Ferroviária de Delfim.  Ainda no ano de 2010, foi realizado, de forma inédita no município, o encontro entre a velha guarda delfinense, que testemunharam o antigo apito do trem que cortava as serras do sul de Minas, sempre levando e trazendo para Delfim, mercadorias de toda sorte; e principalmente, vidas que ficaram e partiram com memórias de um tempo marcado na história.
 O evento, Café com Prosa - no vagão das memórias de Delfim, teve como objetivo, produzir um vídeo documentário da história oral sobre a Estação Ferroviária, que servirá também, como ferramenta para o ensino formal e como acervo do futuro museu.
 Visto este breve balanço do empenho e frutos já gerado de um trabalho sério e engajado, o presente projeto vem consolidar a continuidade tão necessária ao processo de Educação Patrimonial. Dessa vez, ampliando as perspectivas conceitos sobre o patrimônio cultural, a partir de uma reflexão sobre o primeiro bem, de natureza IMATERIAL, registrado pela municipalidade no Livro dos Saberes: a SOPA DE MARMELO.
A Sopa de Marmelo foi a receita para a descoberta da cultura delfinense intangível, motivando professores e alunos a identificar, conhecer e participar do calendário festivo do município, dos saberes da cozinha e do campo, das peculiares formas de expressão, seja pelo sotaque ou pela produção artística e lugares sagrados ou inerentes a outras manifestações, hábitos e costumes do Município e  região.
Cada atividade  foi intitulada com uma etapa básica da receita da Sopa de Marmelo, mas como todo saber-fazer, o processo é dinâmico e o segredo está na prática e principalmente na transmissão deste conhecimento às novas gerações.
ATIVIDADE I – Colocando a água com açúcar para ferver...
A primeira parte da receita foi contatar os professores para serem  familiarizados com o projeto a ser desenvolvido. Foi  apresentado também o dossiê de registro da Sopa de Marmelo do município. No ambiente escolar,os professores  reconstruíram com os alunos as categorias conceituais de patrimônio cultural estudada até o momento. Enquanto a água ferve, partiram para o levantamento (pesquisa de gabinete) sobre o patrimônio imaterial nas diferentes regiões do país. Em seguida o mesmo processo de pesquisa se estendeu para o município.



 
ATIVIDADE II – Corta, pica e lava o marmelo antes de jogar no tacho...
É hora de preparar os principais ingredientes! Para que se tenham bons frutos é preciso ir a campo, levantar as fontes primárias e identificar os bens associados, tais como os espaços público/privados da cidade onde acontecem certos tipos de manifestações culturais; as indumentárias, ferramentas de trabalho, imagens, instrumentos musicais e objetos em geral usados para a realização, por exemplo, de um doce, de uma festa ou de uma dança. Através de entrevistas, registros fotográficos e da descrição informativa e histórica deste acervo identificado, foi feito  o fichamento com textos e ilustrações sobre o bem identificado.







 
ATIVIDADE III – Engrossando o caldo com fubá...


Depois que o marmelo foi para o tacho, é preciso engrossar o caldo! Os alunos foram divididos em grupos de acordo com as categorias de bens imateriais (saberes, formas de expressão, celebrações e lugares) e com os bens identificados. Cada grupo ficou encarregado de elaborar produtos a partir de toda a pesquisa realizada nas etapas anteriores.


 














ATIVIDADE IV – Depois do queijo, canela e cravo a gosto, é hora de comer!
Para celebrar a boa colheita e o alimento compartilhado entre todos, os materiais produzidos na etapa anterior foram  exibidos durante a “1ª Marmelada Cultural”, evento para divulgação dos trabalhos e do patrimônio imaterial de Delfim Moreira. O evento foi  aberto para toda a comunidade e contou na programação na programação com representante do Grupo Folia de Reis da Barra, quitandeiras e artesãos , para participar das oficinas  e serem ao mesmo tempo homenageados pela comunidade de Delfim Moreira.













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